Amando amores e desamores.

Certa vez me disseram, que amamos apenas uma vez. Desde então, me pergunto se realmente a matemática do amor funciona dessa forma. Tão simples e exata. Um pra um e nada mais. A conta já não fecha porque são mais mulheres que homens no mundo, isso pra não falar dos relacionamentos homoafetivos. Então, se fosse assim, algumas (muitas) pessoas ficariam de fora da brincadeira. E seria bem injusto por sinal.

Hoje, aos 25 anos, e não quer dizer que isso não possa mudar, deixei de acreditar em príncipe encantado, ou metade da laranja perdida por aí. Hoje eu vivo amores. Alguns breves, outros lon

gos. Uns são tão intensos que me consomem e fazem eu me doar demais, outros já são leves e sutis como vento acariciando o rosto. Cada um com sua beleza e seu encanto, cada um com seu (infeliz) prazo de validade.

E porque não, eterno? Essa é a pergunta que me faço. E de fato, não sei responder. Você sabe? Quem sabe? Infelizmente relacionamentos terminam, paixões se desfazem, olhares param de se cruzar e o interesse se perde . O motivo? Inúmeros. Ficaria até morrer dando supostas justificativas para o fim. Não dá pra controlar isso. Não dá pra imaginar. Não dá pra mensurar quando a hora vai chegar. Quer dizer, isso se você for o lado que é surpreendido. Caso contrário, você começa a sentir sim que o momento do fim se aproxima.

E a cada um desses amores, a gente pensa no que aconteceu de errado. De quem é a culpa? As vezes não há culpados. As vezes há!

O fato é:  corações machucados e mentes confusas. Desse looping constante, entre amores e desamores, começamos a nos blindar. A nos fechar. A nos esquecer.

De cada pedacinho do coração partido, se monta um espelho interior. Aquele que só reflete o amor. Seria o amor, pedacinhos quebrados de amores ao longo da vida? Talvez. Há alguns dias, um amigo tentou me fazer entender que um pedaço dessa tristeza seria parte do nosso caleidoscópio interior, onde só se vê e reflete o amor. Reflexo de tudo que já passou. De tudo que já viveu. E que faz com que nos tornemos o que somos agora. Esperamos apenas que pequenos cacos possam, no final dessa história, criar um espelho lindo e deslumbrante, como se nunca tivesse sido quebrado.

Meu espelho, particularmente, está sendo (“capengamente”) montado. Não sei quando termina, mas sigo vivendo, amando e montando-o. Amando a vida, amando os riscos, amando os amores, e quem sabe um dia, os desamores também.

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